A morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, mobiliza as forças de segurança de Maringá e região neste domingo (6). Ela foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, na região da Avenida Itororó, na Zona 2 de Maringá, na noite deste sábado (5). O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio, e o companheiro da vítima, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, é apontado como principal suspeito.
Quem era a vítima
Gassi Paola atuava como médica da Estratégia de Saúde da Família na rede pública de Sarandi. Registros da própria Prefeitura de Sarandi já indicavam seu vínculo como médica do PSF desde abril de 2019. A administração municipal lamentou publicamente a morte da profissional.
Segundo as informações divulgadas até o momento, a médica apresentava ferimentos provocados por golpes de faca. O imóvel foi isolado para o trabalho das equipes de segurança e da perícia, enquanto a Polícia Civil iniciou os procedimentos para esclarecer a dinâmica do crime.
Bebê estava dentro do apartamento
Um dos pontos que mais chamaram a atenção na ocorrência é que o filho da médica, um bebê de aproximadamente oito meses, estava dentro do apartamento. A criança foi encontrada no imóvel e não apresentava ferimentos físicos, sendo posteriormente retirada do local por familiares.
Principal suspeito foi localizado em Mandaguari
O principal suspeito é João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos. Ele foi localizado posteriormente em Mandaguari, apresentando ferimentos provocados por arma branca. Conforme as informações disponíveis, equipes de socorro foram inicialmente acionadas para atender um homem ferido e, durante o atendimento e o levantamento da ocorrência, foi constatado que se tratava do suspeito procurado pelo caso registrado em Maringá.
Segundo informações atribuídas à Polícia Militar, testemunhas relataram que o homem teria admitido envolvimento na morte da companheira. A partir das informações obtidas, policiais foram até o apartamento em Maringá, onde a vítima foi encontrada já sem vida. O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado sob escolta policial ao Hospital Universitário de Maringá (HUM) para atendimento.
Suspeito trabalhava na Prefeitura de Marialva
João Vitor atuava na área jurídica da Prefeitura de Marialva. Após a repercussão do caso, a administração municipal confirmou seu desligamento do quadro de servidores. A medida foi anunciada enquanto as autoridades policiais prosseguem com a apuração das circunstâncias do crime.
Polícia Civil investiga motivação e dinâmica do crime
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil, que trabalha para reconstruir os acontecimentos dentro do apartamento, esclarecer a motivação e determinar a dinâmica completa do caso. Também deverão ser apuradas as circunstâncias em que o suspeito sofreu os ferimentos encontrados quando foi localizado em Mandaguari.
Até a manhã deste domingo (6), o suspeito permanecia hospitalizado sob escolta policial. O caso segue em investigação e novas informações deverão ser incorporadas ao inquérito à medida que depoimentos, perícias e outros elementos forem analisados pelas autoridades.

