O Ministério da Saúde confirmou a primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026. O caso foi registrado em Minas Gerais e, paralelamente, o Paraná intensificou o monitoramento da doença após confirmar dois casos e manter outras 11 notificações sob investigação.
Segundo as autoridades sanitárias, o óbito registrado em Minas Gerais não possui relação com o surto monitorado internacionalmente em um navio de cruzeiro.
A vítima era um homem que teve contato direto com roedores silvestres em uma área de lavoura. Ele apresentou sintomas iniciais, como fortes dores de cabeça, evoluindo posteriormente para febre, dores lombares e articulares.
Após exames laboratoriais confirmarem a presença do vírus, o paciente morreu em menos de 48 horas. A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que a contaminação ocorreu por exposição rural típica da doença.
No Paraná, os casos confirmados foram registrados nos municípios de Ponta Grossa e Pérola D’Oeste. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), além dos dois diagnósticos positivos, outras 21 suspeitas já foram descartadas após exames laboratoriais.
No entanto, 11 notificações suspeitas ainda seguem em investigação pelas equipes de vigilância epidemiológica.
O hantavírus é transmitido principalmente pela inalação de partículas presentes nas fezes, urina e saliva de roedores silvestres infectados.
As autoridades de saúde orientam a população a evitar contato com roedores e manter ambientes rurais, depósitos e locais de armazenamento de grãos sempre limpos e ventilados, reduzindo o risco de contaminação.
Por Banda B.

