Segundo o IBGE, o preço da carne caiu 0,43% em agosto, dando sequência a pequenas reduções registradas ao longo do ano. No entanto, especialistas avaliam que a tendência deve se reverter em breve, com a retomada da alta nos preços impulsionada por exportações aquecidas, maior consumo interno e redução no abate de bois até 2027.
Nos últimos 12 meses, a carne bovina acumula inflação de 22,17%. Cortes populares, como acém, peito e músculo, estão entre os mais afetados, com aumentos que chegam a quase 30%.
A forte exportação é apontada como um dos principais fatores para manter os preços elevados, mesmo após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O Brasil ampliou vendas para outros mercados, como China e México, o que reduziu a oferta no mercado interno.
Analistas projetam que o último trimestre de 2025 deve registrar alta nos preços, cenário que tende a se intensificar em 2026 e 2027, quando tanto Brasil quanto Estados Unidos enfrentarão queda na oferta de gado.

