A Polícia Civil do Paraná informou nesta terça-feira (28) que, até o momento, não há indícios de envolvimento dos pais no desaparecimento de João Gabriel Ferreira dos Santos, de 5 anos, ocorrido em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O menino, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e sem comunicação verbal funcional, desapareceu na manhã de domingo (26), na chácara onde mora com a família.
As buscas pela criança entraram no terceiro dia consecutivo.
Pais são tratados como vítimas
Durante coletiva de imprensa, o delegado responsável pelo caso, Gabriel Fontana, afirmou que os pais prestaram depoimentos considerados coerentes e sem contradições.
Segundo a investigação, não há qualquer indício de maus-tratos. A criança era acompanhada regularmente por médicos e recebia os cuidados necessários. Diante desse cenário, a Polícia Civil trata os pais como vítimas da situação e, neste momento, descarta a hipótese de crime.
Mesmo assim, os celulares dos pais e da criança foram apreendidos para perícia, com o objetivo de auxiliar na investigação.
Desaparecimento ocorreu durante rotina da família
Conforme relato do pai, após realizar atividades na chácara na manhã de domingo, ele ouviu o filho brincando no celular e voltou a dormir. Por volta das 10h30, foi acordado pela esposa, que informou que João Gabriel havia desaparecido após sair para utilizar o banheiro localizado na área externa da propriedade.
O delegado explicou que o menino tinha o hábito de ir sozinho ao banheiro e, devido à sua condição neurológica, costumava retirar as roupas durante o trajeto. A polícia também informou que não havia histórico de fugas.
Os pais relataram ainda que a criança sempre aguardava a presença de um adulto quando se aproximava dos tanques de peixes existentes na propriedade.
Separação dos pais não tem relação com o caso
Durante a coletiva, a Polícia Civil esclareceu que o processo de separação vivido pelo casal não possui relação com o desaparecimento.
O delegado também desmentiu informações divulgadas nas redes sociais de que a mãe teria comprado uma passagem para Londrina para fugir. Segundo ele, a viagem para visitar a avó materna já estava programada antes do desaparecimento.
Buscas continuam
Enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações, ouvindo moradores e reunindo novas informações, equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar seguem realizando buscas na região.
A operação conta com varreduras em áreas de mata, tanques de água e locais de difícil acesso, além do apoio de cães farejadores, embarcações e drones equipados com câmeras térmicas para ampliar as chances de localizar a criança.

