A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia de Polícia de Jandaia do Sul, deflagrou nesta quarta-feira (9) a segunda fase da Operação Fio de Ariadne, que resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um homem de 31 anos investigado por crimes sexuais praticados contra uma adolescente de 12 anos pela internet.
A prisão foi realizada no município de Rio Verde, em Goiás, em uma ação integrada entre a Delegacia de Polícia de Jandaia do Sul e a Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Rio Verde. Segundo a PCPR, a cooperação entre os dois estados foi fundamental para o avanço das investigações e para o cumprimento da ordem judicial.
Investigação começou após denúncia da escola
As investigações tiveram início após a direção de uma instituição de ensino de Jandaia do Sul comunicar à Polícia Civil que havia encontrado, no aparelho celular da adolescente, conversas com conteúdo sexual, fotografias íntimas e vídeos de natureza pornográfica incompatíveis com a idade da vítima.
A partir da denúncia, os policiais realizaram uma ampla investigação, envolvendo trabalhos de inteligência e perícia digital. Foram analisados dados fornecidos por operadoras de telefonia, provedores de internet e plataformas digitais, permitindo identificar linhas telefônicas, perfis virtuais, aparelhos celulares, registros de conexão e endereços de IP utilizados nas comunicações criminosas.
Primeira fase reuniu provas
Durante a primeira fase da operação, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão no estado de Goiás. Na ocasião, foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento digital, anotações contendo logins, e-mails, credenciais de acesso e uma grande quantidade de chips de telefonia móvel, materiais que reforçaram as provas reunidas durante a investigação.
Ao término do inquérito policial, o investigado foi formalmente indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia envolvendo criança ou adolescente.
Com base nas provas produzidas, a Polícia Civil representou novamente pela prisão preventiva do investigado, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário e cumprida nesta segunda fase da operação.
A Polícia Civil destacou que a integração entre as forças policiais do Paraná e de Goiás foi decisiva para identificar o suspeito, reunir um conjunto robusto de provas e garantir o cumprimento da medida cautelar.

