A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta quarta-feira (23), uma operação para cumprir 16 mandados judiciais contra investigados por armazenar e compartilhar material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em diferentes estados do país.
A ação corresponde à terceira fase de uma investigação conduzida pelo Núcleo de Investigações Qualificadas da Divisão Policial do Interior, com origem na Delegacia de Polícia de Palmas, no sudoeste do Paraná.
Segundo a PCPR, o avanço das investigações ocorreu após a análise de dados extraídos de um aparelho celular apreendido durante a primeira fase da operação, realizada em fevereiro de 2025. O material foi submetido à perícia pela Polícia Científica do Paraná.
As informações obtidas apontaram a troca de conteúdos ilícitos por meio da plataforma Telegram, o que possibilitou a identificação de investigados em diversos estados brasileiros.
Ao todo, os mandados estão sendo cumpridos no Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Ceará, Pernambuco e no Distrito Federal. No Paraná, a operação ocorre no município de Foz do Iguaçu, na região oeste do estado.
A operação conta com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Também há cooperação da Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos.
As equipes policiais cumprem oito mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão. O objetivo é prender os investigados e recolher equipamentos eletrônicos que possam contribuir para a continuidade das investigações.
Operação teve início em 2025
As investigações tiveram início após a apreensão de um dispositivo eletrônico em Palmas, que continha imagens e vídeos de abuso sexual infantil compartilhados por meio de aplicativo de mensagens.
Na primeira fase da operação, foram cumpridos 54 mandados de busca em 49 municípios de 19 estados e no Distrito Federal, resultando em 10 prisões.
Já na segunda etapa, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos 44 mandados de busca em 18 estados e no Distrito Federal, com 14 prisões em flagrante.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos e ampliar o combate aos crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes no ambiente virtual.

