A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Jandaia do Sul, concluiu o inquérito que investigava a morte de uma jovem de 23 anos ocorrida durante uma festa realizada em Marumbi, na madrugada do dia 5 de abril de 2026.
Logo após o ocorrido, surgiram relatos de que a vítima poderia ter sofrido uma descarga elétrica nas proximidades da estrutura de som do evento. Diante da suspeita, foi instaurado um inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte.
Durante a investigação, foram ouvidas testemunhas que estavam no local, responsáveis pelo estabelecimento e pela estrutura de sonorização do evento. Também foram analisadas imagens, vídeos, documentos administrativos e diversos laudos periciais produzidos pela Polícia Científica do Paraná.
Além disso, a apuração incluiu a análise do prontuário médico da vítima, exame necroscópico, exame anatomopatológico, exame toxicológico e perícias técnicas realizadas no local dos fatos.
Não houve comprovação de descarga elétrica
Segundo a conclusão da Polícia Civil, os elementos técnicos reunidos ao longo da investigação não foram suficientes para confirmar que a morte tenha sido causada por uma descarga elétrica.
De acordo com o relatório, os exames periciais não permitiram comprovar a ocorrência de eletrocussão nem apontaram falhas nas instalações elétricas, nos equipamentos utilizados durante a festividade ou qualquer irregularidade que estabelecesse relação direta entre a estrutura do evento e o óbito.
As investigações também constataram que o estabelecimento possuía documentação regular de funcionamento e que não havia registro de ocorrências semelhantes no local.
Exame apontou consumo elevado de álcool
A investigação ainda identificou que a jovem apresentava elevada concentração de álcool etílico no organismo, informação constatada por exame toxicológico oficial.
Conforme a Polícia Civil, esse dado foi considerado relevante para a análise do caso, mas, isoladamente, não foi suficiente para determinar a causa da morte.
Inquérito foi encaminhado ao Ministério Público
Diante do conjunto de provas reunidas, a Polícia Civil concluiu que não há elementos suficientes para comprovar a prática de homicídio culposo nem para atribuir responsabilidade criminal a qualquer pessoa investigada.
Com a conclusão das diligências, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
Em nota, a Polícia Civil do Paraná reafirmou o compromisso com a apuração técnica, imparcial e rigorosa dos fatos, destacando que a investigação foi conduzida com base exclusivamente nas provas produzidas ao longo do procedimento.

