Com o avanço do Pix parcelado, previsto para ser oficializado até outubro de 2026, o mercado financeiro se prepara para uma nova transformação. A modalidade permitirá o parcelamento de compras diretamente pelo Pix, sem intermediação de crédito tradicional, marcando um novo passo na evolução dos meios de pagamento.
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Pix foi o meio de pagamento mais utilizado em 2024, com 63,8 bilhões de transações e movimentação de R$ 26,9 trilhões — um crescimento de 52% em relação ao ano anterior.
Para a empresária Ticiana Amorim, CEO da Aarin, o Pix parcelado pode revolucionar o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas (PMEs). “Essa modalidade é uma ponte entre o consumo e o crédito acessível, trazendo previsibilidade financeira e maior controle sobre margens e recebíveis”, destacou.
Segundo estudo da FGV, mais de 60% dos brasileiros utilizam o Pix mensalmente, o que reforça o potencial da nova ferramenta. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de estratégias sólidas de precificação, automação e gestão de risco, já que o sistema opera praticamente em tempo real e aumenta a exigência de controle financeiro.
“O Pix parcelado é um convite à maturidade financeira. As empresas precisarão enxergar seus números e riscos com clareza para sair na frente”, concluiu Ticiana.

