O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã desta segunda-feira (15) a Operação Panóptico (Convergência Nacional PR-01), uma das maiores ações recentes de enfrentamento ao crime organizado no Estado.
Ao todo, foram expedidos 559 mandados judiciais, sendo 304 de prisão e 255 de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Na região, os municípios de Jandaia do Sul e Manoel Ribas aparecem entre as cidades que receberam ações da operação. No Paraná, os mandados foram executados em 34 municípios.
Segundo o Ministério Público, a investigação tem como alvo uma organização criminosa de atuação nacional, que coordenaria atividades ilícitas a partir de unidades prisionais.
A operação mobilizou aproximadamente mil agentes de diferentes forças de segurança, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica, além do emprego de cerca de 240 viaturas.
Parte significativa das ordens judiciais foi cumprida dentro de estabelecimentos penais. Conforme o balanço divulgado, 176 mandados de prisão e 92 de busca e apreensão foram executados em unidades prisionais onde já estavam custodiados diversos investigados.
De acordo com o Gaeco, o objetivo da operação é responsabilizar integrantes da organização criminosa, reunir provas, enfraquecer a estrutura do grupo e aprofundar investigações relacionadas a outros delitos supostamente praticados pela facção.
As apurações vinham sendo desenvolvidas desde o final de 2025 em diversas regiões do Paraná. Até o final da manhã desta segunda-feira, cerca de 90% dos mandados já haviam sido cumpridos.
Durante as diligências, foram apreendidos aproximadamente 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack, 700 gramas de maconha, oito armas de fogo, carregadores, cerca de R$ 12 mil em dinheiro e identificado um imóvel utilizado para preparação de drogas em Curitiba.
Também foram registradas quatro prisões em flagrante por tráfico de drogas e duas por obstrução à Justiça, após suspeitos destruírem aparelhos celulares durante o cumprimento dos mandados.
Durante a operação, dois confrontos foram registrados. Em Cambé, um homem investigado por tráfico de drogas e roubo morreu após reagir à abordagem policial. Um policial militar ficou ferido na mão e sofreu lesão ocular, mas sem risco à vida.
Em Nova Londrina, outro suspeito apontado como integrante da organização criminosa também morreu após reagir à ação das equipes.
O nome da operação faz referência ao conceito de vigilância permanente, simbolizando o monitoramento contínuo das atividades criminosas. A ação integra as diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne os Gaecos de todo o país em operações coordenadas contra facções criminosas.

