Uma atualização divulgada nesta quinta-feira (18 de setembro) pelas Sociedades Brasileiras de Cardiologia, Hipertensão e Nefrologia mudou os critérios para diagnóstico da hipertensão arterial.
Com a nova diretriz, pessoas com pressão a partir de 12/8 já são consideradas pré-hipertensas. A alteração impacta diretamente milhões de brasileiros, já que cerca de 30% da população sofre com a doença.
Segundo especialistas, a hipertensão é perigosa porque em 90% dos casos não apresenta sintomas. Quando sinais aparecem, como falta de ar ou dor no peito, podem indicar que órgãos já estão comprometidos.
De acordo com o cardiologista Luiz Bortolotto, do Incor, a pressão alta sobrecarrega o coração e aumenta o risco de infarto, AVC e insuficiências cardíaca e renal.
A coordenadora-geral da Diretriz Brasileira de Hipertensão 2025, Andréa Brandão, destacou que o valor de 12/8 deixou de ser considerado ideal, sendo necessário adotar medidas preventivas, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, controle do peso, além da redução do consumo de álcool e cigarro.
Outra mudança importante está na meta para quem já tem hipertensão. Antes, o objetivo era manter a pressão abaixo de 14/9. Agora, a recomendação é que fique abaixo de 13/8.
As diretrizes são baseadas em estudos internacionais e reforçam a importância do diagnóstico precoce e da mudança de hábitos para reduzir as mortes causadas por doenças cardiovasculares.

