Enquanto governos e organismos internacionais se dividem sobre a ofensiva norte-americana, centenas de venezuelanos foram às ruas de Santiago, no Chile, neste sábado (3), para manifestar apoio à captura de Nicolás Maduro. A mobilização ocorreu após a intervenção militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano.
Com bandeiras e camisetas nas cores da Venezuela, opositores do regime chavista fecharam vias da capital chilena e entoaram gritos de celebração, demonstrando apoio à ação que resultou na retirada de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, do país.
O que se sabe sobre a operação
Segundo informações divulgadas por autoridades americanas, a ação foi autorizada pelo presidente Donald Trump e executada por tropas de elite do Exército dos Estados Unidos. A localização de Maduro teria sido rastreada com apoio de serviços de inteligência.
A operação teve início durante a madrugada, no horário de Brasília, e atingiu a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram explosões, sobrevoo de aeronaves militares, interrupções no fornecimento de energia elétrica e forte movimentação de tropas.
O governo dos Estados Unidos afirma que Maduro e Cilia Flores foram retirados do território venezuelano e levados sob custódia, com destino aos EUA, onde devem responder a processos judiciais. Já autoridades venezuelanas alegam desconhecer o paradeiro do presidente e denunciam uma agressão militar ao país.
O episódio elevou a tensão diplomática na região e provocou reações imediatas de governos da América Latina, além de críticas de potências internacionais como a China.

