O governo da China condenou neste sábado (3) os ataques militares realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela e afirmou que a captura do presidente Nicolás Maduro representa uma violação do direito internacional e uma ameaça à estabilidade da América Latina e do Caribe.
Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores chinês declarou estar “profundamente chocado” com o uso da força por Washington contra um Estado soberano. Para Pequim, a operação afronta diretamente a soberania venezuelana e o princípio da não intervenção em assuntos internos de outros países.
“A China condena veementemente o uso flagrante da força por parte dos Estados Unidos contra um país soberano e sua ação contra o presidente de outro Estado”, afirmou a chancelaria. Segundo o governo chinês, a ofensiva reflete um comportamento considerado “hegemônico”, capaz de colocar em risco a paz e a segurança regional.
A China é uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido publicamente que as disputas internas do país sejam resolvidas exclusivamente pelo povo venezuelano, sem interferência externa.
Até a última atualização desta matéria, o governo dos Estados Unidos não havia se manifestado oficialmente sobre a reação da China.

