A passagem de um ciclone extratropical por Santa Catarina deixou um rastro de destruição em pelo menos 55 municípios e obrigou mais de dez cidades a decretarem situação de emergência até a manhã deste sábado (12). Os temporais, acompanhados de enxurradas, granizo e ventos extremos, deixaram ruas interditadas e forçaram centenas de famílias a abandonarem suas casas. Até o momento, o estado contabiliza 211 pessoas desabrigadas e outras 215 desalojadas.
Segundo o balanço da Defesa Civil estadual, as cidades que já decretaram ou devem oficializar a situação de emergência incluem:
Águas de Chapecó
Canelinha
Canoinhas
Guatambu
Herval d’Oeste
Irineópolis
Joaçaba
Lebon Régis
Luzerna
Porto União
Rio Negrinho
Treze Tília
Três Barras
Vargem Bonita
Ao todo, os incidentes estão distribuídos por 16 regionais do órgão catarinense.
O cenário mais crítico é registrado em Três Barras, no Planalto Norte, onde especialistas investigam a possível formação de um tornado. Imagens registradas no município mostram árvores de grande porte torcidas e tombadas sobre a rodovia BR-280.
Na localidade de São João dos Cavalheiros, a queda de uma dessas árvores atingiu pelo menos 12 casas. O município, que já sofria com a elevação dos rios Negro e Canoinhas, abriu três abrigos para atender 117 pessoas desabrigadas e 43 desalojadas.
Outras regiões também enfrentam cenários de calamidade devido ao grande volume de chuvas. Em Joaçaba, o transbordamento do Rio do Tigre exigiu uma força-tarefa do Corpo de Bombeiros Militar, que realizou o resgate de 26 pessoas que ficaram ilhadas. A cidade tem ainda 11 desalojados e sete residências diretamente afetadas. Já em Irineópolis, a chuva intensa com granizo danificou cerca de 60 imóveis e elevou o nível do Rio Iguaçu, deixando 24 desabrigados e 89 desalojados. Em Herval d’Oeste, os alagamentos atingiram 25 casas, forçando 45 moradores a buscarem abrigos ou casas de parentes.
Os prejuízos se estendem ainda a cidades como Rio Negrinho, onde dados preliminares indicam que o granizo e a força da água impactaram cerca de 400 residências. Em Lages, os ventos intensos causaram o destelhamento de quase 30 imóveis e alagaram vias públicas.
A Defesa Civil de Santa Catarina informou que segue monitorando as condições meteorológicas de forma ininterrupta, atuando em conjunto com as coordenadorias municipais para prestar socorro às vítimas e desobstruir as áreas afetadas.
Com informações do TN Online

