Um homem foi preso nesta sexta-feira (4), em Jandaia do Sul, durante uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) que investiga uma suposta fraude envolvendo a comunicação falsa do furto de dois tratores agrícolas. Batizada de Operação Quem Quer Ser Milionário, a ação também cumpriu mandados em Londrina e Maringá.
A prisão em Jandaia do Sul foi realizada por agentes da 17ª Subdivisão Policial (17ª SDP) de Apucarana. O investigado foi localizado após um levantamento realizado pelos policiais sobre o endereço onde ele residia.
Segundo o delegado-chefe da unidade, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, o homem utilizava tornozeleira eletrônica e já possuía antecedentes criminais, entre eles uma condenação por tentativa de homicídio registrada em Curitiba.
Investigação começou após suposto furto
As investigações tiveram início depois da comunicação do suposto furto de dois tratores agrícolas e da solicitação de indenização junto a uma seguradora.
Durante as diligências, um dos equipamentos foi localizado em manutenção em uma concessionária de Maringá. A partir da análise das informações relacionadas ao caso, os investigadores passaram a identificar possíveis inconsistências no registro do sinistro.
De acordo com a delegada da PCPR Mayara Dias, os números de chassi informados na comunicação do suposto furto pertenciam, na realidade, a máquinas que eram de propriedade de uma terceira pessoa.
O proprietário apresentou aos investigadores documentos relacionados aos tratores, como notas fiscais, registros de seguro e histórico de manutenção. Ele também afirmou que nunca havia negociado os equipamentos com os investigados.
Os dois tratores vinculados aos números de chassi utilizados na suposta fraude foram adquiridos por R$ 1,65 milhão e R$ 582,5 mil, respectivamente. Juntos, os valores chegam a aproximadamente R$ 2,23 milhões.
Prisões e mandados
Além da prisão realizada em Jandaia do Sul, outro investigado foi preso em flagrante em Londrina por porte ilegal de arma de fogo, acessório ou munição de uso permitido.
Em Maringá, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra dois alvos da investigação.
A operação é conduzida pela Delegacia de Iretama e apura possíveis crimes de estelionato e comunicação falsa de crime, além de outros delitos que possam ser identificados durante a análise do material apreendido.
Segundo o delegado Marcus Felipe, o elevado valor envolvido e a maneira como a suposta fraude teria sido executada levantam a possibilidade de que os investigados tenham experiência nesse tipo de prática criminosa.
Após os procedimentos policiais, os investigados foram encaminhados ao sistema penitenciário. As diligências continuam para esclarecer a participação individual de cada envolvido e reunir elementos sobre o funcionamento do suposto esquema.

