O agravamento da guerra no Oriente Médio provocou forte turbulência nos mercados financeiros nesta segunda-feira (9), derrubando bolsas internacionais e impulsionando o preço do petróleo, que chegou a disparar até 30%.
Petróleo se aproxima de US$ 120 por barril
Durante a madrugada, o barril do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, chegou a atingir US$ 119,48. Por volta das 9h, o produto ainda registrava alta superior a 12%, sendo negociado a cerca de US$ 102.
Já o Brent do Mar do Norte, referência global, também superou momentaneamente a marca de US$ 119 e seguia em forte valorização.
O aumento ocorre em meio ao temor de que o conflito afete a produção e o transporte de energia na região.
Bolsas asiáticas registram fortes perdas
Os mercados asiáticos foram os primeiros a reagir negativamente à escalada da crise.
A Bolsa de Seul fechou em queda de 5,96%, enquanto o índice de Tóquio recuou 5,2%. Também foram registradas perdas em Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington.
Europa também opera no vermelho
Na Europa, os principais mercados seguiram a tendência de queda.
A Bolsa de Paris registrava baixa de 2,59%, Frankfurt recuava 2,47% e Londres apresentava perda de 1,57%. Já Madri caía 2,87% e Milão, 2,71%.
Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana anterior.
Conflito afeta produção de energia
Nos últimos dias, ataques atingiram campos petrolíferos no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país.
Além disso, Emirados Árabes Unidos e Kuwait também reduziram a produção após ataques iranianos contra seus territórios.
Outro fator que agrava o cenário é a suspensão do tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo.
Temor de impacto na economia global
Diante da alta nos preços da energia, cresce o receio de uma nova onda inflacionária no cenário mundial.
Países do G7 discutem a possibilidade de liberar reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a disparada dos preços.
Especialistas alertam que o petróleo acima de US$ 100 pode provocar efeitos em cadeia na economia.
Segundo o analista Stephen Innes, da SPI Asset Management, esse cenário representa mais do que a alta de uma commodity.
“O petróleo acima de 100 dólares não é apenas um aumento no preço da energia. Ele acaba funcionando como um imposto sobre toda a economia global”, afirmou.
Por G1.

