A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de zerar os impostos federais PIS e Cofins sobre o diesel foi interpretada como uma tentativa do governo de conter possíveis efeitos inflacionários provocados pela alta do petróleo no mercado internacional.
A medida também envia um sinal ao Banco Central às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deverá discutir os rumos da taxa básica de juros.
Estratégia busca evitar pressão inflacionária
A preocupação do governo é evitar que o aumento do petróleo no mercado internacional provoque um repasse rápido para os preços dos combustíveis no Brasil, o que poderia pressionar a inflação.
Combustíveis possuem impacto direto em diversos setores da economia, influenciando custos de transporte, produção e preços ao consumidor.
Para compensar a perda de arrecadação com a redução de tributos, o governo estuda medidas como o aumento de impostos sobre a exportação de petróleo.
Cenário político também pesa na decisão
A medida ocorre em um momento politicamente sensível, marcado por disputas eleitorais e pela preocupação com a avaliação popular do governo.
Pesquisas recentes indicaram aumento no índice de reprovação à gestão federal, o que acendeu um alerta entre aliados no Palácio do Planalto.
Segundo levantamento do instituto Quaest divulgado no dia 11, 51% dos entrevistados desaprovam o governo, enquanto 44% manifestam aprovação.
Nos bastidores do governo, a avaliação é que aumentos perceptíveis no custo de vida, especialmente em itens básicos como combustíveis, podem influenciar diretamente o humor do eleitorado.
Diante disso, a redução de impostos surge como uma tentativa de evitar pressão inflacionária e, ao mesmo tempo, preservar o ambiente político e econômico no país.
Por G1.

