A Polícia Científica do Paraná concluiu que o carro da família envolvida no grave acidente registrado na PR-170, em Rolândia, foi o responsável pela colisão que terminou com sete mortes. O resultado do laudo pericial foi divulgado nesta sexta-feira (15).
Segundo a perícia, o veículo de passeio invadiu a pista contrária no quilômetro 69 da rodovia, atingindo frontalmente um caminhão. Com isso, o motorista do caminhão foi isentado de responsabilidade pelo acidente.
Ainda conforme os peritos, o caminhão trafegava a 92 km/h no momento da batida, velocidade abaixo do limite permitido para o trecho, que é de 100 km/h, conforme a Polícia Rodoviária Estadual (PRE).
A tragédia aconteceu na madrugada de 30 de dezembro de 2025. No carro estavam Alexandre Cordeiro, de 39 anos, a esposa Adriana da Silva Souza Cordeiro, de 37, os filhos Miguel, de 10 anos, e os bebês gêmeos Gabriel e Rafael, de nove meses, além do sobrinho Elano Gabriel de Oliveira, de 15 anos. Todos morreram no local.
A família retornava do litoral para Florestópolis, onde morava.
O caminhão seguia de Birigui (SP) para Mandaguari transportando pintinhos. O motorista, Rafael Beltrami, de 30 anos, chegou a ser socorrido e ficou internado por cerca de duas semanas no Hospital Universitário de Londrina, mas teve morte encefálica confirmada em 13 de janeiro, tornando-se a sétima vítima do acidente. Um passageiro que estava no caminhão não sofreu ferimentos.
A Polícia Civil ainda não informou se o inquérito será arquivado após a conclusão do laudo pericial.

