O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, completou 60 dias neste domingo (21). O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná como um duplo homicídio, tendo como principal suspeito um homem de 39 anos que está foragido desde o dia 29 de abril, quando teve a prisão decretada.
Diante da falta de informações sobre o paradeiro do investigado, as autoridades informaram que mantêm contato com forças de segurança nacionais e internacionais para tentar localizá-lo.
As investigações, que tramitam sob sigilo, apontam que o suspeito, identificado pela Polícia Civil como Clayton Antonio da Silva Cruz, utilizava o nome falso de “Davi” na região de Cianorte e circulava com uma caminhonete clonada. Ele já era considerado foragido por um crime de roubo cometido em Apucarana, em 2023, e também é conhecido pelos apelidos de “Sagaz” e “Dog Dog”.
No decorrer das investigações, uma mulher de 23 anos, apontada como ex-companheira de Clayton, foi presa temporariamente no dia 15 de maio, em Paraguaçu Paulista. Ela é suspeita de fornecer apoio financeiro e logístico para a fuga do investigado. Um aparelho celular apreendido com a mulher será submetido à perícia.
Últimos passos das vítimas
O rastreamento realizado pela Polícia Civil aponta que o grupo deixou a residência de Letycia, em Cianorte, na noite do dia 20 de abril. Pouco depois, o veículo passou por Jussara, onde Sttela pegou uma mochila e fez uma postagem em uma rede social perguntando qual seria o destino da viagem.
Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada dos três em uma casa noturna de Paranavaí na madrugada do dia 21 de abril. As primas foram vistas caminhando de mãos dadas no local. O último registro digital das jovens ocorreu às 3h17 daquela madrugada, quando o aplicativo de mensagens de Sttela se conectou à internet pela última vez.
Fuga e buscas
Segundo as investigações, Clayton retornou sozinho para Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril, já sem a caminhonete utilizada anteriormente. Ele abandonou o próprio telefone celular e deixou a cidade em uma motocicleta, sendo identificado por radares em Maringá no dia seguinte, antes de desaparecer.
Com base em denúncias anônimas e no cruzamento de informações, equipes policiais realizaram buscas em uma área rural de Paraíso do Norte no dia 15 de junho. O local fica a cerca de 32 quilômetros da casa noturna onde as jovens foram vistas pela última vez.
Até o momento, a caminhonete utilizada na noite do desaparecimento não foi localizada e também não há imagens que mostrem o momento exato em que o trio deixou a casa de shows. A Polícia Civil ainda não confirmou se as buscas resultaram em pistas concretas nem detalhou a participação da ex-companheira do suspeito.
Informações que possam contribuir para a localização das jovens ou do suspeito podem ser repassadas de forma anônima pelos canais de denúncia das forças de segurança.

