O influenciador digital Felca reacendeu o debate sobre pedofilia e exploração infantil na internet após publicar, na última quinta-feira (7), um vídeo que já ultrapassa 30 milhões de visualizações no YouTube. No conteúdo, intitulado Adultização, ele expôs como o algoritmo das redes sociais favorece a entrega de conteúdo com exploração da imagem de crianças para pedófilos, denunciou influenciadores que abusam dessa prática e entrevistou uma psicóloga para discutir os riscos da exposição infantil online.
Felca, que afirmou estar circulando com carro blindado e seguranças após ameaças, descreveu a experiência como “imersão em um lamaçal” e disse que foi “muito aversivo” produzir o material.
A repercussão foi imediata: até a noite desta segunda-feira, 13 projetos de lei haviam sido protocolados na Câmara tratando de adultização e pornografia infantil. Um deles, o PL 3852/2024, sugere a criação da chamada “Lei Felca”.
Entre as propostas que ganharam força está o projeto do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já aprovado no Senado em dezembro, que combate conteúdos de exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital e regulamenta o uso de redes sociais e jogos online por menores. A iniciativa tem apoio de entidades como o Instituto Alana e está em regime de urgência para votação no plenário da Câmara.

