Após o recente adiamento de uma cavalgada em São Pedro do Ivaí, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), por meio das unidades de Ivaiporã e Pitanga, emitiu um ofício oficial com orientações para organizadores de cavalgadas e eventos equestres em toda a região. A medida tem como objetivo esclarecer as exigências legais e sanitárias que, segundo o órgão, muitas vezes estão sendo descumpridas, principalmente no transporte interestadual e intermunicipal de equinos.
Em entrevista à Rádio Nova Era FM e ao Blog do Berimbau, a chefe da unidade regional da ADAPAR em Ivaiporã, Maria Andreola, destacou que diversas cavalgadas têm sido realizadas sem as devidas autorizações e sem atender à legislação vigente. “Se há transporte de animais em caminhões ou carretas, dentro ou fora do município, é obrigatório apresentar o exame de Anemia Infecciosa Equina (AIE) e a Guia de Trânsito Animal (GTA)”, explicou.
A anemia infecciosa é uma doença grave e pode levar ao sacrifício obrigatório do animal contaminado. Andreola alertou que, sem o controle adequado e a documentação exigida, aumenta-se o risco de disseminação da doença entre cavalos vindos de diferentes localidades. “É uma questão de sanidade e rastreabilidade. Se amanhã aparecer um caso de anemia infecciosa, precisamos saber por onde o animal passou e com quais outros teve contato. Sem a GTA, isso se torna inviável”, reforçou.
A chefe da unidade esclareceu ainda que cavalos conduzidos “a pé” dentro do mesmo município não precisam da documentação, desde que não envolvam transporte em veículos nem participação de animais de outras cidades.
A ação da ADAPAR não busca impedir eventos, mas sim preservar a saúde do rebanho equino no Paraná. Muitos organizadores e secretários municipais, principalmente os recém-empossados, ainda desconhecem a legislação. Por isso, a agência emitiu o Ofício nº 56/2025 às prefeituras e secretarias de Agricultura e Turismo, orientando sobre as normas vigentes.
“Nós não queremos aplicar multas ou cancelar eventos de última hora. Nosso foco é o diálogo e a conscientização. As equipes da ADAPAR estão à disposição para orientar e apoiar quem deseja organizar cavalgadas dentro da legalidade”, concluiu Maria Andreola.
A recomendação da ADAPAR é que organizadores de eventos equestres procurem as unidades do órgão com antecedência mínima para garantir que toda a documentação esteja em dia, evitando transtornos, penalidades e possíveis cancelamentos.

