A economia brasileira registrou crescimento de 2,2% no segundo trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já em relação ao primeiro trimestre deste ano, o avanço foi de 0,4%, confirmando a perda de fôlego da atividade econômica.
Menor taxa desde 2020
Apesar do resultado positivo, o desempenho representa a menor variação anual desde 2020, quando o PIB recuou 10,1% no início da pandemia da Covid-19. A sequência de desaceleração vem sendo observada desde o terceiro trimestre de 2024, e o crescimento atual é também o mais baixo desde o início de 2022, quando a alta foi de 1,5%.
Expansão contínua, mas em ritmo menor
O Brasil acumula 18 trimestres seguidos de crescimento na comparação anual. A última retração registrada foi no fim de 2020, quando a economia encolheu 0,3% em meio aos efeitos da crise sanitária global. No entanto, na comparação entre trimestres, o avanço de 0,4% entre abril e junho ficou abaixo da expansão de 1,3% observada nos primeiros três meses do ano.
Expectativas do mercado
As projeções indicavam uma alta próxima de 0,3% na comparação trimestral, e o resultado veio levemente acima. Ainda assim, especialistas apontam que o desempenho confirma um cenário de crescimento mais lento para os próximos meses.
O que é o PIB
O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. O cálculo considera consumo das famílias, gastos do governo, investimentos e exportações líquidas. No Brasil, a apuração é feita trimestralmente pelo IBGE, dentro do Sistema de Contas Nacionais, criado em 1988 e reestruturado em 1998.
Desde 2015, o ano de 2010 é utilizado como referência para os cálculos. O IBGE trabalha com duas séries de índices: uma baseada no ano anterior à divulgação e outra, “encadeada”, ajustada sazonalmente para medir a variação em relação ao trimestre imediatamente anterior.

