Um pastor apontado pela Polícia Civil como intermediário no assassinato do diretor da rede de franquias Odonto Excellence, José Claiton Leal Machado, foi preso na noite desta sexta-feira (18), em São Miguel dos Campos, Alagoas. O homem era considerado foragido da Justiça desde maio deste ano e foi localizado durante um bloqueio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-101.
Durante a abordagem, o suspeito apresentou um documento falso aos policiais e também foi autuado em flagrante por esse fato. A defesa dele não havia sido localizada para comentar a prisão até a última atualização do caso.
O assassinato de José Claiton ocorreu em 19 de abril de 2022, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime teria sido encomendado pelo CEO da rede de franquias, que possui mais de 1,3 mil clínicas odontológicas no Brasil e no exterior.
A investigação aponta que a motivação estaria relacionada a desavenças pessoais e empresariais, principalmente ao receio de que o diretor pudesse assumir o controle do negócio. O pastor preso em Alagoas teria atuado como intermediário entre o suposto mandante e os executores.
Crime ocorreu durante emboscada
José Claiton chegava em casa no fim da tarde acompanhado da filha quando foi surpreendido por dois homens na entrada da garagem. Segundo a investigação, o executivo entrou em luta corporal com os criminosos e chegou a sacar uma arma para tentar reagir, mas acabou rendido e morto a tiros.
A Polícia Civil aponta que pelo menos seis pessoas teriam participado da logística do assassinato.
Além do CEO apontado como mandante e do pastor investigado como intermediário, o enteado do líder religioso e outro homem se tornaram réus por supostamente receberem e repassarem o dinheiro destinado aos executores.
Na etapa final do crime, um homem foi condenado pela execução dos disparos. Um segundo suspeito de participar diretamente dos tiros chegou a ser indiciado, mas acabou impronunciado pela Justiça por falta de provas suficientes para levá-lo a julgamento.
As investigações e os processos relacionados ao assassinato continuam sendo conduzidos pelas autoridades competentes.

