Momentos de extrema violência e tensão foram registrados na tarde deste sábado (12), por volta das 15h35, na Rua Marcílio Dias, na Vila Nova. A Polícia Militar foi acionada pelo 190 após uma mulher de 46 anos ser agredida e expulsa de sua própria residência pelo companheiro, de 36 anos, que estava sob forte efeito de bebida alcoólica.
Ao chegar ao endereço, a equipe constatou que o homem tentou tomar o celular da mulher, a segurou pelos braços e a jogou contra a parede. A filha da vítima interveio para defender a mãe, mas foi agredida com um tapa no rosto e também arremessada contra a parede. Em seguida, uma adolescente de 17 anos, enteada do suspeito, tentou socorrer a mãe e a irmã, sendo igualmente atirada contra a parede e arranhada diversas vezes no braço direito. A jovem declarou sofrer perseguição constante e preconceito do agressor em decorrência de sua orientação sexual, tendo a situação se agravado após levar a namorada ao imóvel na noite anterior.
Diante dos ataques, o agressor se trancou em um dos quartos. Com a autorização da moradora, os policiais ordenaram que ele abrisse a porta, mas, diante da recusa, foi necessário arrombar o cômodo, momento em que o indivíduo pulou a janela. Localizado no corredor dos fundos, o homem desobedeceu à ordem para colocar as mãos na cabeça, correu até a companheira, agarrou-a pelo pescoço e braço e passou a utilizá-la como escudo humano, desafiando a equipe aos gritos de “agora vocês podem atirar”.
Recusando-se a soltar a mulher, o homem acabou surpreendido em um momento de distração: os policiais militares efetuaram sete disparos com a pistola de incapacitação neuromuscular Taser 10, neutralizando a ameaça e resgatando a vítima ilesa. O agressor recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça. As vítimas também foram encaminhadas para os devidos procedimentos legais.

