A médica Gassi Paola de Souza Maria, de 37 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, em Maringá, no Norte do Paraná, na noite do sábado passado. O caso é investigado inicialmente como feminicídio, e o companheiro da mulher é o principal suspeito.
Gassi trabalhava na UBS Nova Aliança e era mãe de um bebê, que estava próximo ao corpo quando policiais entraram no imóvel. Ela apresentava ao menos quatro perfurações, segundo as informações preliminares, e a suspeita é de que tenha sido morta a golpes de faca.
Segundo a imprensa local, moradores da região próxima à Avenida Itororó, no Bosque 2, acionaram a Polícia Militar após ouvirem a criança chorar por um período prolongado, sem que ninguém atendesse no apartamento.
Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros também foram chamadas. Embora vizinhos tenham relatado barulhos semelhantes a tiros, as primeiras verificações não encontraram indícios de disparos.
Suspeito foi preso em outra cidade
O companheiro da médica, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi localizado e preso cerca de uma hora e meia depois, em Mandaguari. Segundo as forças de segurança, ele apresentava ferimentos de faca no pescoço, recebeu atendimento médico e permaneceu sob custódia policial.
Advogado, Romeiro ocupava um cargo comissionado na Prefeitura de Marialva. Após a prisão, o município informou, ainda na noite de sábado, que ele havia sido exonerado e repudiou o crime.
A Prefeitura de Sarandi, onde a médica trabalhava na UBS Nova Aliança, lamentou a morte e destacou sua atuação no serviço público. Em nota, o município afirmou que Gassi dedicou seu conhecimento e experiência ao atendimento da população e manifestou solidariedade aos familiares e colegas.
“Diante das circunstâncias de sua morte, também manifestamos nosso repúdio a toda forma de violência contra as mulheres”, afirmou a prefeitura.
As circunstâncias e a dinâmica do crime continuam sob investigação.

