O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para análise do plenário da Corte o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A informação foi divulgada neste domingo (6). Caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, definir a data em que o assunto será levado aos demais ministros.
O caso ganhou novos desdobramentos após um relatório elaborado pela Polícia Federal a pedido de Mendonça identificar 52 mensagens enviadas por Vorcaro a um número apontado pelos investigadores como pertencente a Alexandre de Moraes. As comunicações ocorreram entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025.
Segundo as informações reunidas pela PF, em algumas das mensagens Vorcaro teria relatado questões relacionadas às investigações envolvendo o Banco Master e buscado informações ou auxílio diante de possíveis ações da Polícia Federal e do Ministério Público. Também aparecem referências ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Um ponto importante do relatório é que as respostas atribuídas a Moraes não foram recuperadas pelos investigadores. Conforme divulgado, as mensagens teriam sido trocadas por meio de imagens de visualização única. Dessa forma, o material permite identificar as solicitações feitas por Vorcaro, mas, na maioria dos casos, não permite saber quais foram as respostas de Moraes nem comprova que o ministro tenha atendido aos pedidos do banqueiro.
Mendonça retirou o sigilo do relatório e encaminhou o material à Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando manifestação sobre os elementos encontrados e a possibilidade de abertura de investigação. Posteriormente, o procurador-geral Paulo Gonet pediu a anulação do relatório, sustentando que uma apuração envolvendo outro ministro do Supremo não poderia ter sido aprofundada diretamente por determinação de Mendonça sem autorização do plenário ou iniciativa do Ministério Público.
Com o processo liberado por Mendonça, a próxima etapa depende da definição de Fachin sobre a inclusão do caso na pauta do plenário do Supremo. Ainda não há data divulgada para a análise.
Com informações do UOL.

