Motoristas que precisam renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) estão enfrentando dificuldades para concluir o procedimento no Paraná. O problema é causado por um impasse entre clínicas credenciadas responsáveis pelos exames obrigatórios e o Governo do Estado, após mudanças na forma de cobrança determinadas pelo governo federal.
Segundo o chefe da 81ª Ciretran de Mandaguari, Sergio Ferreira, a alteração modificou a maneira como os valores da renovação são pagos.
Antes, o motorista quitava uma única guia que incluía a taxa do Detran, os exames de aptidão física e mental e a emissão da nova CNH. Com a mudança, a taxa passou a ser dividida.
Agora, o Detran emite apenas a guia referente à confecção da carteira, enquanto os exames obrigatórios passaram a ser pagos diretamente às clínicas credenciadas.
Clínicas alegam prejuízo
De acordo com Sergio Ferreira, as clínicas afirmam que o novo modelo reduziu significativamente os valores recebidos pelos atendimentos.
“Antes, o valor da renovação incluía a taxa do Detran, o exame de aptidão física e mental e a emissão da CNH. Com a mudança, o Detran passou a emitir apenas a guia da confecção da carteira, enquanto os exames passaram a ser pagos diretamente às clínicas. Segundo as clínicas, o valor destinado aos atendimentos ficou muito baixo e não cobre os custos de funcionamento. Por isso, elas aguardam uma definição junto ao Governo do Estado”, explicou.
Ainda conforme o chefe da Ciretran, os estabelecimentos alegam que os recursos atualmente recebidos não são suficientes para cobrir despesas com médicos, psicólogos, funcionários e demais custos operacionais.
Enquanto representantes das clínicas negociam uma solução com o Governo do Paraná, os atendimentos para renovação da CNH permanecem suspensos em diversas unidades credenciadas.
A expectativa é de que uma reunião prevista para os próximos dias resulte em um acordo que permita a normalização dos serviços e o atendimento aos motoristas.

