A China decidiu restringir as exportações de fertilizantes com o objetivo de proteger seu mercado interno, segundo informações divulgadas por fontes do setor.
A medida aumenta a pressão sobre o mercado global, que já enfrenta escassez devido aos impactos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Impacto no Brasil e no mundo
O país asiático é o terceiro maior fornecedor de fertilizantes para o Brasil, respondendo por 11,5% das importações em 2025, com volume superior a US$ 93 milhões.
Globalmente, os embarques chineses superaram US$ 13 bilhões no ano anterior, reforçando a relevância do país no setor.
Restrições e efeitos nos preços
Entre as medidas adotadas estão a proibição da exportação de misturas de nitrogênio e potássio e de algumas variedades de fosfato. Com isso, cerca de metade das exportações pode estar comprometida, o equivalente a até 40 milhões de toneladas.
Especialistas apontam que a decisão segue um padrão adotado pela China em momentos de escassez, priorizando o abastecimento interno e a segurança alimentar.
Os preços internacionais da ureia já registraram alta de cerca de 40% em relação ao período anterior ao conflito.
Reflexos na produção agrícola
No Brasil, o impacto deve ser percebido principalmente nas safras plantadas a partir do segundo semestre, já que os insumos atuais já foram adquiridos.
Nos Estados Unidos, onde produtores ainda estão comprando fertilizantes, os efeitos podem ser imediatos.
O aumento nos preços pode levar agricultores a reduzir o uso de insumos ou optar por culturas que demandem menos fertilização.

