Em alusão ao Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado nesta terça-feira (24), a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) fez um alerta sobre os riscos e consequências das quedas entre pessoas idosas, reforçando a importância da prevenção e das ações já em curso na rede estadual de saúde.
A data busca mobilizar profissionais da área, gestores, familiares e a sociedade em geral para a criação de ambientes mais seguros, promovendo a autonomia e a qualidade de vida na terceira idade.
Risco frequente e consequências graves
Escorregões, tropeços, passos em falso e desequilíbrios são as principais causas de quedas em pessoas com mais de 60 anos. Esses acidentes, comuns na faixa etária, podem levar a fraturas, internações prolongadas e perda de independência funcional, afetando diretamente o bem-estar e a saúde do idoso.
Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), o Paraná registrou 12.024 internações por quedas em idosos em 2024. Só nos primeiros quatro meses de 2025, já foram contabilizadas 3.914 internações. As mortes também preocupam: 425 óbitos foram registrados em 2024 e 134 de janeiro a abril deste ano, principalmente entre pessoas com mais de 80 anos.
Esses eventos também impactam o sistema de urgência e emergência. Em 2024, Samu e Siate atenderam 16.985 ocorrências envolvendo idosos vítimas de quedas. Até meados de junho de 2025, esse número já chega a 8.372 atendimentos, sendo a maioria por acidentes dentro de casa ou em calçadas.
Na Atenção Primária à Saúde (APS), foram 3.535 atendimentos por quedas em 2024 e 1.435 somente no primeiro quadrimestre deste ano. Entre os cerca de 190 mil idosos cadastrados no sistema estadual, mais de 9% relataram ter caído duas vezes ou mais no último ano.
Queda não é acaso, é evento prevenível
Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, os números demonstram que as quedas não podem ser encaradas como meros acidentes. “É uma questão de saúde pública com impacto direto na independência e na sobrecarga dos serviços. A prevenção é responsabilidade de todos – familiares, cuidadores, profissionais, gestores e os próprios idosos”, afirmou.
Ações para o envelhecimento seguro
O Paraná, com população estimada em mais de 2 milhões de idosos, desenvolve políticas específicas para essa faixa etária. Em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Sesa disponibiliza o Manual de Prevenção de Quedas de Idosos, com medidas práticas e orientações para segurança no lar.
“Capacitamos nossas equipes e oferecemos materiais de apoio para orientar famílias e profissionais”, afirmou Maria Goretti Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa. Ela também destacou o projeto Envelhecer com Saúde no Paraná como base das iniciativas estaduais voltadas ao público idoso.
Entre as principais recomendações estão:
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Manter os ambientes livres de obstáculos;
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Instalar barras de apoio em banheiros, corredores e ao lado da cama;
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Utilizar calçados adequados e antiderrapantes;
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Garantir boa iluminação nos ambientes;
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Praticar exercícios físicos regularmente;
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Revisar o uso de medicamentos com profissionais de saúde.
As ações visam garantir que os idosos envelheçam com mais autonomia, segurança e qualidade de vida.

