A Polícia Civil de Apucarana confirmou nesta terça-feira (26) o surgimento de novas provas e testemunhas no inquérito que investiga denúncias contra funcionários da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município.
Durante coletiva de imprensa, a delegada Luana Lopes afirmou que os novos relatos agravaram o cenário das investigações. Ela reforçou, no entanto, que o alvo da apuração continua sendo exclusivamente um grupo de quatro funcionários, e não a instituição.
Segundo a delegada, após a divulgação do caso na última semana, novas testemunhas procuraram a Delegacia da Mulher para relatar situações semelhantes.
De acordo com a polícia, os relatos partiram de pessoas que trabalharam na instituição e afirmam ter presenciado os fatos, além de familiares de alunos que teriam sido prejudicados.
A investigação envolve vítimas em situação de extrema vulnerabilidade, incluindo alunos que não conseguem se comunicar verbalmente. Diante disso, a Polícia Civil recomendou o afastamento preventivo dos quatro investigados para preservar a integridade das crianças, adolescentes e demais profissionais.
Até o momento da coletiva, apenas um dos investigados havia sido afastado das atividades, enquanto os outros três ainda poderiam estar atuando na instituição.
A Apae de Apucarana informou, por meio de nota assinada pelo presidente Cleverson Moliani, que acompanha as investigações e que o departamento jurídico já atua para ter acesso completo aos autos.
A entidade afirmou ainda que irá colaborar integralmente com as autoridades e deve convocar uma coletiva de imprensa nos próximos dias para prestar esclarecimentos à sociedade.

