Oito bebês que frequentavam uma unidade de ensino infantil em Arapongas passaram por avaliações médicas após uma denúncia apontar que uma professora teria administrado medicamentos às crianças para fazê-las dormir. Diante da repercussão do caso, duas mães decidiram levar os filhos a laboratórios particulares para realizar exames toxicológicos específicos, com o objetivo de verificar uma possível exposição ao clonazepam, princípio ativo de medicamentos controlados, como o Rivotril.
A suspeita levou a Prefeitura de Arapongas a determinar o afastamento preventivo da educadora por 60 dias. O município também abriu um processo administrativo para apurar a conduta da servidora, verificar se houve administração de medicamentos aos bebês e esclarecer em quais circunstâncias isso teria ocorrido.
O caso veio à tona após outra professora da unidade desconfiar da sonolência considerada anormal apresentada pelas crianças durante o período em que permaneciam sob os cuidados da profissional investigada.
O relato chegou ao conhecimento de vereadores do município e passou a circular entre os pais dos alunos da turma. A situação provocou preocupação nas famílias, que buscaram avaliações clínicas e exames laboratoriais para verificar possíveis consequências.
Até o momento, não há confirmação por meio de laudos oficiais de que os bebês tenham sido expostos ao medicamento. As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e confirmar ou descartar a suspeita.



