A Câmara Municipal de Cambira realiza hoje (03), a sessão que poderá definir o futuro do vereador Carlinhos do Sete de Maio (PRD), acusado de agredir um servidor público municipal durante o expediente no pátio do almoxarifado da Prefeitura. O episódio, registrado em abril deste ano, teve ampla repercussão no município, resultou em Boletim de Ocorrência, exame de corpo de delito da vítima e motivou a abertura de uma Comissão Processante para apurar a conduta do parlamentar.
Ao longo dos últimos meses, o processo tramitou na Câmara seguindo os procedimentos previstos no Regimento Interno, garantindo ao vereador o direito ao contraditório e à ampla defesa. Agora, caberá ao plenário decidir se a conduta é compatível com o exercício do mandato ou se caracteriza quebra de decoro parlamentar, hipótese que pode resultar na cassação.
O relatório da comissão processante, segundo fontes do Portal Centro Norte, é favorável à cassação do mandato.
A expectativa em torno da votação é grande. O caso ganhou repercussão não apenas pela gravidade da acusação, mas também por envolver um servidor público que, segundo as informações registradas à época, exercia regularmente suas funções quando ocorreu o episódio. A decisão desta quinta-feira será acompanhada de perto por moradores, servidores e lideranças políticas da região.
Além do desfecho para o vereador, a sessão também representa um momento importante para a própria Câmara Municipal. O posicionamento dos parlamentares será visto como um reflexo da forma como o Legislativo trata casos envolvendo a conduta de seus membros e a aplicação das normas de decoro parlamentar.
O Portal Centro Norte acompanhará a votação e divulgará o resultado da sessão, bem como o posicionamento de cada vereador, mantendo seu compromisso com a informação, a transparência e o acompanhamento dos fatos de interesse público.
Entenda o caso:
Na manhã de 23 de abril de 2026, o vereador foi acusado de agredir fisicamente o servidor público municipal Jorge Donato, um idoso, nas dependências do almoxarifado da Prefeitura de Cambira. O caso teve ampla repercussão regional e foi registrado pela Polícia Civil.
Segundo as informações divulgadas na época, o servidor estava exercendo suas funções quando ocorreu a confusão. O vereador foi contido por pessoas que estavam no local. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da agressão.
No mesmo dia, a Prefeitura de Cambira divulgou uma nota oficial repudiando a agressão e informando que prestou assistência ao servidor agredido. O município afirmou que adotou as medidas administrativas e legais cabíveis e que colaboraria com as investigações.
Em 27 de abril de 2026, a denúncia foi recebida pela Câmara Municipal. No dia 28 de abril, os vereadores aprovaram a abertura de uma Comissão Processante (CP) para apurar possível quebra de decoro parlamentar do vereador.
A comissão foi formada pelos vereadores Felipe Augusto Sério Zani, Luciana Magon e Marcos Rodrigo da Silva. O relatório será lido votado na próxima segunda-feira.

