Após o grave acidente que deixou 23 mortos na BR-373, em Ipiranga, passaram a repercutir em alguns órgãos de imprensa imagens e vídeos publicados anteriormente nas redes sociais do motorista do caminhão, Alex Rivail, que também morreu na colisão. Morador de Castro, ele mantinha publicações em plataformas como TikTok e Instagram, e alguns dos registros passaram a ser compartilhados após a tragédia, levantando questionamentos sobre supostas gravações feitas enquanto dirigia e sobre velocidade.
A repercussão também provocou manifestações de pessoas próximas ao caminhoneiro. Amigos lamentaram comentários e acusações que começaram a circular nas redes sociais e defenderam que não é momento para prejulgamentos, uma vez que as causas do acidente ainda estão sendo investigadas. Até o momento, não há conclusão oficial estabelecendo que eventuais comportamentos mostrados em publicações anteriores tenham qualquer relação com a colisão ocorrida nesta quarta-feira.
Na manhã deste dia 19 de agosto, autoridades das forças de segurança do Paraná concederam uma entrevista coletiva para apresentar novas informações sobre a tragédia. Participaram o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira; o comandante do 3º Comando Regional de Bombeiro Militar, coronel Lorenzetto; o chefe da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Ponta Grossa, inspetor Bertelli; e o diretor operacional da Polícia Científica, Leonel Letnar.
Durante a coletiva, foi confirmado que 23 pessoas morreram, sendo 13 mulheres, oito homens e duas crianças. Outras cinco vítimas foram socorridas e encaminhadas para unidades hospitalares de Ponta Grossa. Conforme as autoridades, os cinco sobreviventes estavam estáveis após receberem atendimento médico.
Em relação à dinâmica, os levantamentos preliminares indicam que o caminhão teria saído de sua faixa, invadido a pista contrária e atingido o ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva. Também foram identificadas marcas de frenagem no local. Apesar desses indícios, as autoridades enfatizaram que ainda não é possível determinar o que levou o caminhão à contramão. A conclusão dependerá dos laudos da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Científica e das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Outro dado apresentado na coletiva é que o tacógrafo do caminhão não estava em pleno funcionamento no momento do acidente. O equipamento registra informações importantes, como velocidade, tempo de deslocamento e paradas do veículo. Essa irregularidade será considerada nos trabalhos técnicos, mas, por si só, não permite estabelecer a causa da tragédia.
Questionadas sobre a possibilidade de o caminhoneiro ter dormido ao volante, as autoridades afirmaram que essa é uma hipótese possível em razão do horário em que ocorreu o acidente e da ausência de condições climáticas adversas, como chuva ou neblina. Entretanto, ressaltaram que não há confirmação e que será necessário aguardar os resultados periciais antes de qualquer conclusão.

