A Polícia Civil do Paraná (PCPR) celebra nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, os 36 anos de criação do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), unidade de elite especializada no combate a sequestros, extorsões mediante sequestro e resgate de reféns. Com um efetivo de 36 policiais civis, o grupo mantém, segundo a corporação, um histórico de 100% de solução nas ocorrências de sequestro em que atuou. Somente no primeiro semestre deste ano, foram realizadas 75 prisões, além de oito acionamentos relacionados a extorsões mediante sequestro ao longo de 2026.
Entre as operações de destaque está a prisão, em junho, de um homem de 45 anos conhecido como “Bebezão”, localizado em Vila Velha, no Espírito Santo. Ele integrava a lista dos criminosos mais procurados do Brasil e era apontado como uma das principais lideranças do tráfico de drogas no litoral paranaense. Foragido desde 2023, utilizava identidade falsa e, conforme as investigações, continuava coordenando atividades criminosas mesmo estando fora do Paraná.
Outra atuação importante ocorreu em agosto, com a captura de investigados pelo assassinato de quatro homens em Icaraíma, no Noroeste do Estado. O crime aconteceu em agosto de 2025, quando as vítimas foram atraídas para uma propriedade rural durante uma negociação relacionada à cobrança de uma dívida de R$ 255 mil. Após aproximadamente um ano de investigações, pai e filho foram encontrados em uma propriedade rural no município de Rio das Pedras, em São Paulo. A operação contou com equipes posicionadas estrategicamente e utilização de drone com câmera termal. Outros dois investigados também tiveram mandados de prisão cumpridos.
O Tigre também participou das investigações sobre a morte de duas primas de 18 anos, desaparecidas em abril após saírem de Cianorte e serem vistas pela última vez em Paranavaí. Em agosto, o principal suspeito, de 39 anos, foi localizado em Mandaguari. No mesmo dia, os corpos das jovens foram encontrados em uma área rural de Paraíso do Norte, encerrando meses de buscas e investigações.
Criado oficialmente em 30 de outubro de 1990, o Tigre atua com equipes especializadas em negociação, apoio técnico e resgate. Além das ocorrências envolvendo reféns, presta apoio a outras unidades policiais no cumprimento de mandados de alto risco, localização de foragidos e combate a organizações criminosas. Os integrantes passam por treinamentos rigorosos, que incluem tiro de precisão, técnicas de abordagem, rapel, mergulho e operações em ambientes de difícil acesso.
Em 2026, a unidade realizou a décima edição do Curso de Operações Táticas Especiais (Cote), com duração de 75 dias e formação de 11 novos operadores. O grupo também recebeu um veículo blindado Senator APC, avaliado em R$ 3,1 milhões, como parte dos investimentos do Governo do Estado na modernização das forças de segurança.
Para o delegado-chefe do Tigre, Thiago Teixeira, os resultados demonstram a importância da preparação constante e do trabalho integrado. “As operações deste ano mostram que o trabalho do Tigre vai além do combate aos sequestros. Nossa equipe também atua na localização de criminosos de alta periculosidade e em situações que exigem planejamento, inteligência e preparação técnica”, destacou.
Ao completar 36 anos, o grupo permanece como uma das principais unidades especializadas da Polícia Civil do Paraná, com atuação em todo o território nacional e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em ocorrências de alta complexidade, especialmente aquelas que envolvem riscos à vida de vítimas e policiais.



