O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na segunda-feira (2) o calendário eleitoral deste ano. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. A janela partidária, período em que políticos podem trocar de partido sem perder o mandato, começa nesta quinta-feira (5) e segue até 3 de abril.
No Paraná, o período deve provocar mudanças significativas. Entre os nomes cotados para a disputa ao governo estadual, Alexandre Curi e Rafael Greca, ambos ainda no PSD, articulam possível mudança de legenda. Curi, presidente da Assembleia Legislativa, busca viabilizar candidatura com apoio do governador Ratinho Junior, embora o nome preferido do chefe do Executivo seja o secretário das Cidades, Guto Silva. Curi tem espaço no Republicanos, enquanto Greca avalia alternativas e pode compor como vice em eventual chapa.
Durante evento recente em Foz do Iguaçu, Curi mencionou a possibilidade de uma nova composição política, sem se posicionar como oposição ao governador. No entanto, há articulação para que ele permaneça no PSD e dispute uma vaga ao Senado em chapa liderada por Guto Silva.
Outra indefinição envolve o senador Sergio Moro, que lidera pesquisas ao governo. Como o União Brasil integra federação com o PP, é necessário consenso entre as legendas para oficializar candidatura. O PP estadual, até o momento, não apoia o nome de Moro, o que pode levá-lo a buscar outro partido caso o impasse continue.
Além da disputa majoritária, as siglas trabalham para fortalecer chapas proporcionais, mirando cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Novas filiações e mudanças devem ser anunciadas nas próximas semanas.

