Uma criança de 10 anos morreu após ficar soterrada com o desmoronamento de uma residência na localidade de Lagoa Jesuína, em Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo. O caso foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros, que localizou o corpo do menino por volta das 9h30 do dia 21. A retirada dos escombros ainda estava em andamento no momento das informações oficiais. A identidade da vítima não havia sido divulgada.
De acordo com a prefeitura, cinco pessoas estavam na casa no momento do desabamento. Dois adultos conseguiram sair por conta própria, enquanto outros dois precisaram ser resgatados pelos bombeiros, sem ferimentos. A criança foi encontrada já sem vida.
Segundo a Defesa Civil estadual, Rio Bananal registrou 310 milímetros de chuva em 24 horas, o maior volume do estado no período. A região de Lagoa Jesuína fica a cerca de 15 quilômetros do centro do município e é bastante frequentada durante o período de férias, por se tratar de uma área de lazer.
A Prefeitura de Rio Bananal informou que, até o momento, não há famílias desabrigadas ou desalojadas, nem registro de outras pessoas desaparecidas no município. Ainda assim, a Defesa Civil mantém alerta máximo devido à continuidade das chuvas.
O Espírito Santo permanece sob alerta de risco excepcional para chuvas intensas e tempo severo. Em apenas dois dias, o volume de precipitação pode superar a média prevista para todo o mês de janeiro, que é de 200 milímetros. Além de Rio Bananal, diversos municípios do estado registraram alagamentos, deslizamentos de terra, quedas de árvores e postes, comunidades isoladas e interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica.
Em entrevista, o prefeito de Rio Bananal, Bruno Pella, afirmou que a situação no município é crítica e destacou que outras duas casas próximas à residência que desabou também sofreram danos, mas sem registro de vítimas. Ele ressaltou que o acesso à localidade foi desobstruído para permitir a atuação das equipes de emergência e que o nível do rio segue subindo.
A Defesa Civil reforça o alerta para riscos de alagamentos, enxurradas, inundações e novos deslizamentos, orientando a população a evitar áreas de risco enquanto persistirem as condições climáticas adversas.
Por G1.

