A Organização Mundial da Saúde divulgou no dia 1º uma nova diretriz sobre o uso de medicamentos como liraglutida, semaglutida e tirzepatida no tratamento da obesidade em adultos. A publicação no JAMA representa um marco ao oficializar essas terapias como parte do tratamento contínuo da doença.
Doença afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo
A obesidade causa 3,7 milhões de mortes anuais e gera impacto econômico crescente, com projeções que ultrapassam 3 trilhões de dólares por ano até 2030. A OMS recomenda o uso prolongado dos medicamentos por pelo menos seis meses, mas estudos indicam que tratamentos de até nove meses não impedem totalmente o reganho de peso, reforçando a necessidade de acompanhamento permanente.
As terapias à base de GLP-1 foram incluídas na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS, o que pressiona governos e indústrias a ampliar a produção, reduzir custos e melhorar o acesso. Atualmente, a oferta global atende menos de 10% da demanda.
A organização reforça que medicamentos não substituem políticas públicas: combater a obesidade requer ações estruturais envolvendo educação alimentar, regulação de ultraprocessados, incentivo à atividade física e fortalecimento da atenção primária.
Para o Brasil, o alerta é imediato, já que o país enfrenta aumento constante de sobrepeso e ainda carece de uma política nacional robusta para enfrentar o problema.
Informações de Veja Saúde.

