O vereador Lucas Leugi (PSD) anunciou que pretende acionar a Justiça para tentar reverter o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal que autoriza a concessão dos serviços funerários de Apucarana, atualmente administrados pela Autarquia Municipal de Serviços Funerários (Aserfa). A declaração foi feita durante entrevista coletiva após a sessão ordinária desta segunda-feira (3).
Segundo o parlamentar, a medida judicial cabível é uma ação popular, pois o projeto teria sido votado sem os elementos técnicos necessários, como um estudo de impacto financeiro e sem a realização de uma licitação prévia.
“Eu não concordo com aquilo que veio do Executivo. Nós vamos sim entrar na Justiça para tentar reverter esta votação”, afirmou Leugi.
O vereador também destacou que a proposta representa renúncia de receita pública, uma vez que as famílias já arcam integralmente com os custos dos serviços funerários e do uso das capelas mortuárias. “Trata sim de renúncia de receita, porque a família que paga o velório de um ente querido está pagando por todo o serviço”, explicou.
Leugi ainda alertou para o risco de o município substituir o monopólio público por um monopólio privado, concentrado em uma única empresa, modelo que, segundo ele, já fracassou em outras cidades. “Quem mais vai sofrer com isso é quem mais precisa, que pode ficar desamparado na hora da dor”, concluiu.
R$ 12 milhões em parques infantis
Durante a mesma sessão, os vereadores aprovaram por unanimidade um requerimento de Lucas Leugi questionando a Prefeitura sobre o registro de preço de R$ 12 milhões para a compra de 228 novos brinquedos e parques infantis.
“O município fala em dívida, fala em contenção de despesas. A minha pergunta é: onde vão tantos parques infantis?”, questionou o parlamentar, afirmando que há equipamentos ociosos em escolas e praças. “Tem escola fechada que tem dois, três parques infantis sem uso das crianças. Tem parque fechado com cadeado”, criticou.
MP investiga nomeação de diretoras
Leugi também comentou sobre uma denúncia envolvendo a eleição e nomeação de diretoras em escolas municipais e CMEIs. Segundo ele, o caso está sendo analisado pelo Ministério Público (MP), e tanto o prefeito quanto as professoras envolvidas já foram ouvidos pelo promotor Eduardo Cabrini.
“As professoras que deveriam ter assumido os cargos disseram ao MP que querem o direito delas restabelecido”, afirmou o vereador.
Por TNOnline.

