A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) reforçou o alerta sobre os riscos da febre maculosa e das leishmanioses, doenças transmitidas pelo carrapato-estrela e pelo mosquito-palha, respectivamente. Ambas integram o grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas e atingem, principalmente, populações em situação de vulnerabilidade.
Segundo a pasta, os sintomas iniciais dessas doenças, como febre e dores no corpo, podem ser confundidos com outras enfermidades, o que exige atenção redobrada ao histórico de exposição do paciente. O dia 30 de janeiro é marcado mundialmente como data de mobilização contra essas patologias.
Em 2025, o Paraná registrou 536 casos de Leishmaniose Tegumentar Americana, sendo a maioria com transmissão dentro do próprio Estado. No mesmo período, foram confirmados 10 casos de Leishmaniose Visceral, forma mais grave da doença, além de 201 registros de leishmaniose visceral canina.
Já a febre maculosa teve 779 notificações entre 2021 e 2025, com 53 casos confirmados. A maior parte dos pacientes são homens entre 20 e 59 anos que frequentam áreas de mata, rios e cachoeiras. Dados da Sesa apontam que 85% dos casos confirmados relataram contato direto com carrapatos.
A orientação das autoridades de saúde é manter quintais limpos, evitar acúmulo de matéria orgânica, usar roupas adequadas em áreas silvestres e realizar inspeções frequentes no corpo após exposição a ambientes de risco. A identificação precoce e o tratamento rápido são fundamentais para reduzir a gravidade e evitar óbitos.

