A Polícia Militar, por meio da Patrulha Maria da Penha, atendeu na manhã de terça-feira, dia 20, por volta das 11h35, uma ocorrência envolvendo um recém-nascido de apenas oito dias de vida, com lesão corporal de natureza grave, em Arapongas.
A equipe foi acionada após a criança dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento, levantando suspeita de maus-tratos. No local, a médica pediatra plantonista informou aos policiais e ao conselheiro tutelar que o bebê apresentava inchaço no braço direito. Após exame de raio-x, foi constatada uma fratura completa no membro, sendo necessária a imobilização com tala e enfaixamento.
De acordo com a profissional de saúde, o tipo de lesão não é compatível com manuseio cotidiano ou acidentes comuns, o que reforçou a suspeita de maus-tratos em razão da gravidade do ferimento.
Os pais da criança foram ouvidos pela equipe policial, inicialmente juntos e, depois, separadamente. Ambos relataram versões idênticas, afirmando que apenas eles cuidam do recém-nascido, que o bebê não fica sozinho com o irmão mais velho, de três anos, e que não houve quedas ou qualquer tipo de acidente, alegando desconhecer a origem da fratura.
No momento da intervenção policial, os genitores já estavam sendo acompanhados por uma assistente social da unidade de saúde, que permaneceu durante o atendimento da ocorrência.
Diante da necessidade de atendimento especializado, o recém-nascido foi encaminhado ao Hospital Norte Paranaense (Honpar II), acompanhado pela avó materna. Os pais foram conduzidos à 22ª Delegacia de Polícia Civil para serem ouvidos e para a adoção das providências legais. O caso segue sob investigação.

