A Receita Federal confirmou que o pagamento do 4º lote de restituição do Imposto de Renda 2025 será realizado nesta sexta-feira (29). Para especialistas, o recurso pode representar uma oportunidade para organizar as finanças ou investir de forma estratégica, como em planos de previdência privada.
A previdência privada é voltada para objetivos de médio e longo prazo e pode servir como complemento à aposentadoria do INSS. Segundo Eduardo Crawshaw d’Azevedo, gerente de Negócios de Investimentos e Previdência do Sicredi, antes de investir, é fundamental avaliar a situação financeira.
“Pensando no bem-estar financeiro, quitar dívidas em atraso deve ser a prioridade. É improvável que o retorno de um investimento supere as taxas de juros do rotativo do cartão de crédito ou de empréstimos”, explicou.
Impacto do IOF
A previdência privada voltou ao debate após mudanças na cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A partir de 2025, o imposto incidirá apenas sobre aportes superiores a R$ 300 mil por CPF e por seguradora. Em 2026, o limite sobe para R$ 600 mil anuais.
O impacto, segundo o Sicredi, deve atingir apenas grandes investidores. Além disso, a tributação atinge apenas planos da modalidade VGBL, enquanto o PGBL continua isento de IOF.
Benefícios fiscais
No PGBL, quem declara o IR no modelo completo pode deduzir até 12% da renda bruta tributável com os aportes, o que aumenta a restituição ou reduz o imposto devido. O VGBL, por sua vez, não permite dedução, mas pode ser mais adequado para quem opta pela declaração simplificada.
“Mais do que um investimento, a previdência privada é uma forma de cuidar de si e da família, oferecendo tranquilidade para manter o padrão de vida na aposentadoria”, concluiu Eduardo.

