Professores e servidores da rede estadual de ensino do Paraná aprovaram a realização de uma greve com início previsto para o dia 23. A decisão foi tomada durante assembleia estadual extraordinária on-line da APP-Sindicato realizada no dia 14.
A paralisação foi aprovada como forma de pressionar o governo estadual a avançar nas negociações salariais com a categoria.
Negociações seguem em andamento
As conversas entre representantes do sindicato e o governo continuam em uma mesa de negociação. Segundo a presidente da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, os prazos impostos pela legislação eleitoral exigem rapidez na conclusão das negociações e no envio de eventuais projetos de lei à Assembleia Legislativa.
Ela afirmou que a greve é considerada o último recurso da categoria, mas destacou a necessidade de preparar os trabalhadores para possíveis cenários de mobilização.
Categoria prepara agenda de mobilizações
O cronograma definido pelo sindicato prevê que, caso haja avanços nas negociações, uma nova assembleia será realizada no dia 21 para reavaliar a situação.
Se não houver acordo, a greve será oficialmente comunicada à comunidade escolar no dia 20, com início da paralisação previsto para o dia 23.
Antes disso, os profissionais da educação devem realizar mobilizações. Uma vigília por justiça salarial está prevista para o dia 16 em frente à Assembleia Legislativa. Já no dia 17, servidores devem participar de um ato no Palácio Iguaçu junto a outras entidades do funcionalismo público.
Reivindicações incluem reposição salarial
A pauta da campanha salarial de 2026 inclui a reposição das perdas causadas pela inflação, reforma da carreira com equiparação salarial para professores e correção das tabelas com enquadramento por tempo de serviço para funcionários das escolas.
A categoria também cobra reposição salarial para aposentados, criação de legislação que garanta correção para quem não possui paridade e alteração no desconto previdenciário, que deveria incidir apenas sobre valores acima do teto do INSS.
Entre as demandas também estão o pagamento de promoções e progressões atrasadas e o descongelamento de benefícios temporais suspensos durante o período da pandemia.

