Após a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e a retirada forçada de Nicolás Maduro do país, o governo de Donald Trump voltou suas atenções à Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca. A postura expansionista reacendeu preocupações entre aliados europeus da Otan, aliança militar que há décadas garante a estabilidade do Atlântico Norte.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que um ataque de um país-membro contra outro colocaria em xeque toda a estrutura da Otan. Segundo ela, não há precedentes nem mecanismos claros para lidar com uma agressão interna dentro da aliança.
Especialistas avaliam que uma ruptura interna da Otan beneficiaria diretamente Rússia e China. Desde seu primeiro mandato, Trump vem adotando uma postura crítica à organização, pressionando aliados a aumentarem gastos militares e sugerindo, em diversas ocasiões, que os EUA não protegeriam países considerados inadimplentes.
A Casa Branca confirmou que a opção militar está entre as possibilidades para garantir o controle da Groenlândia, citando interesses estratégicos como novas rotas marítimas no Ártico e a exploração de minerais raros. O território já abriga uma base militar americana em Pituffik, considerada estratégica desde a Guerra Fria.
Analistas europeus alertam que as ameaças devem ser levadas a sério e que países do continente possuem instrumentos diplomáticos e logísticos para reagir a eventuais investidas dos EUA. Por ora, líderes europeus manifestaram apoio à Dinamarca e à Groenlândia, reafirmando que qualquer decisão sobre o futuro do território cabe exclusivamente às duas partes.

