A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) anunciou que o serviço de telediagnóstico em eletrocardiograma (ECG) ampliou em 138% o número de municípios atendidos em 2025. O programa passou de 67 cidades em 2024 para 160 neste ano. Somente em 2025, já foram realizados 106.588 exames, totalizando mais de 204 mil desde o início da implantação, em 2021.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a iniciativa fortalece a atenção cardiovascular em todo o Estado, oferecendo diagnósticos mais rápidos e acessíveis. “O telediagnóstico em eletrocardiograma é fundamental para ampliar o acesso da população a diagnósticos precisos e em tempo oportuno, especialmente em municípios menores e mais distantes”, destacou.
As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no Brasil e no Paraná. Nesse sentido, a detecção precoce de alterações como arritmias, bloqueios ou sinais de isquemia é essencial para orientar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), evitando atrasos, internações e mortes.
Na prática, os exames são realizados em unidades básicas de saúde, prontos atendimentos, ambulatórios e hospitais, sendo transmitidos pela internet para laudo remoto de especialistas. O tempo de resposta varia de até 10 minutos nos casos de urgência e até 2 horas em exames de rotina. Em 2025, 31.124 exames (29%) foram classificados como urgentes e 75.464 (71%) como de rotina.
Atualmente, 237 serviços de saúde utilizam o telediagnóstico em ECG no Paraná, consolidando o Estado como o 4º que mais oferta o serviço no país, atrás apenas de Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. A meta é alcançar 80% dos municípios paranaenses até 2027.
Além de fortalecer a saúde, a iniciativa também gera economia: só em 2025, o serviço representou uma redução superior a R$ 2 milhões em gastos públicos. A ação integra o Programa Paraná Eficiente e conta com apoio do Núcleo de Telessaúde, criado pela Resolução SESA nº 1048/2021, que coordena estratégias de telediagnóstico em várias especialidades.

