A demora na conclusão da duplicação de um dos principais acessos de Apucarana, na saída para Curitiba, tem gerado preocupação entre moradores e empresários devido às condições da via, que oferecem riscos de acidentes.
O trecho da Avenida Minas Gerais, no prolongamento da BR-376, está sob concessão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e é considerado essencial para a mobilidade urbana.
Moradores de bairros como Núcleo Habitacional Adriano Correia, Residencial Fariz Gebrim, Núcleo Michel Soni, Recanto do Lago e Monte Sião cobram a finalização da obra e melhorias na segurança. A via concentra fluxo intenso de veículos, incluindo caminhões.
Segundo relatos, a infraestrutura incompleta tem causado acidentes, além de problemas como buracos, desvios inadequados, falta de sinalização e falhas na drenagem, que provocam enxurradas. O trânsito também apresenta congestionamentos frequentes.
Empresários da região afirmam que a situação impacta diretamente as atividades. A dificuldade de acesso e os riscos no trajeto preocupam trabalhadores e comprometem a logística das empresas instaladas no local.
Entraves técnicos atrasam obra
De acordo com a Prefeitura de Apucarana, a conclusão da duplicação enfrenta entraves técnicos relacionados a falhas no projeto original, elaborado na gestão anterior.
O município afirma que foi necessário revisar o planejamento, já que o projeto apresentava inconsistências, como ausência de detalhamentos e custos não previstos. Entre os problemas identificados está a necessidade de construção de um muro de arrimo que não constava no plano inicial.
Segundo a administração, quatro etapas já foram executadas, com investimento superior a R$ 1,5 milhão. A obra segue em andamento, mas depende da aprovação de projetos complementares por órgãos responsáveis.
A próxima fase prevê a realocação da rede elétrica, etapa que ainda aguarda liberação. O custo estimado é de cerca de R$ 700 mil e deverá ser arcado com recursos próprios do município.

