A Prefeitura de Mauá da Serra apresentou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) propostas para ampliar a isenção da tarifa de pedágio aos moradores de todo o município. Entre as alternativas está a instalação de um pórtico ou sistema eletrônico de identificação na divisa com Ortigueira, permitindo diferenciar os veículos que circulam dentro do território municipal daqueles que deixam a cidade.
A reivindicação ganhou força após a definição de uma isenção para moradores da Serra do Cadeado. Segundo a prefeitura, o benefício permite duas passagens gratuitas por dia, uma de ida e outra de volta, mas não atende aos demais moradores de Mauá da Serra.
Para o prefeito Givanildo Lopes, o Giva, a medida representa um avanço, mas ainda é parcial. “Essa isenção que está funcionando hoje é da seguinte forma, ela só é para o morador da Serra do Cadeado e uma vez por dia, uma ida e uma volta. A pessoa vai para a Mauá e volta, é só isso”, afirmou.
A principal proposta defendida pelo município é a instalação de um pórtico validador na divisa entre Mauá da Serra e Ortigueira. A intenção é permitir que os moradores utilizem as rodovias para deslocamentos dentro do próprio município sem serem cobrados.
“O pórtico validador seria assim: o morador de Mauá da Serra só pagaria o pedágio se saísse realmente do município. Estando dentro do município de Mauá da Serra, não pagaria pedágio”, explicou Giva.
Atualmente, o sistema de pedágio eletrônico da região conta com um pórtico na BR-376, em Mauá da Serra, e outro na PR-445, em Tamarana. O contrato prevê isenção da segunda cobrança para quem passa pelos dois equipamentos no mesmo sentido em intervalo de até duas horas.
Prefeitura pede alternativas à ANTT
A proposta do pórtico validador foi formalizada pela Prefeitura de Mauá da Serra em um ofício encaminhado à ANTT no dia 21 de agosto. No documento, o município afirma que a localização da praça de pedágio teria “dividido territorialmente” a cidade e passado a impor cobrança a moradores que precisam se deslocar para acessar serviços básicos.
Entre os deslocamentos citados estão aqueles destinados a unidades de saúde, bancos, repartições públicas, comércio, farmácias, escolas e outros serviços.
A prefeitura também relata impactos sobre a economia local e afirma ter recebido informações de estabelecimentos que teriam registrado redução de faturamento próxima de 50% após o início da operação do pedágio.
Além da instalação do pórtico, o município solicitou que a ANTT avalie a possibilidade de realocar a praça de pedágio ou adotar outra solução tecnológica, tarifária ou operacional capaz de reduzir os impactos da cobrança sobre os moradores.
A cobrança no pórtico de Mauá da Serra foi autorizada pela ANTT em maio de 2026, dentro do sistema de pedágio eletrônico em fluxo livre previsto no contrato de concessão.
Para Giva, a mobilização pela ampliação da isenção precisa continuar. “Foi uma luta muito difícil, mas a gente ainda não parou. Estamos tentando colocar um pórtico validador na divisa de município entre Mauá da Serra e Ortigueira, para que todos os moradores de Mauá da Serra tenham o direito de transitar livremente dentro da própria cidade”, afirmou.
O prefeito também atribuiu a conquista da isenção parcial para os moradores da Serra do Cadeado à articulação dos deputados Arilson Chiorato (PT) e Do Carmo.
A isenção concedida aos moradores da Serra do Cadeado terá validade inicial até 1º de outubro de 2027. Após esse período, será necessário renovar a solicitação para a continuidade do benefício.
A prefeitura, porém, defende uma solução permanente que permita aos moradores de Mauá da Serra e da Serra do Cadeado circular dentro do próprio município sem pagar a tarifa de pedágio.

