A condenação do empresário Agnaldo da Silva Orosco a 19 anos e três meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Bruno Emídio da Silva Júnior, de 33 anos, trouxe alívio à família da vítima. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri do Fórum Desembargador Clotário Portugal, em Apucarana, e durou mais de 12 horas na quarta-feira (6).
“Foi um acalento de justiça feita”
Vestindo camisetas com o rosto do filho, Marisa e Bruno Silva, pais da vítima, afirmaram que a sentença representa o fim de uma longa espera.
“Nada vai trazer o Bruninho de volta, mas foi muito satisfatório. Pelo menos caiu a máscara das mentiras. O culpado é quem mata, e foi ele quem matou”, disse Marisa.
A mãe declarou ainda que a decisão traz um sentimento de conforto. “Não importa se fossem 50 anos ou prisão perpétua, ele não voltaria. Mas graças a Deus sentimos a justiça sendo feita”, afirmou.
Para o pai, Bruno Emídio da Silva, a dor da perda será eterna. “Não há dor pior que perder um filho. Nenhum dinheiro paga uma vida. Estamos tentando seguir com fé, um dia de cada vez, acreditando que Deus amenizará essa dor”, destacou.
Relembre o caso
Bruno foi morto ao olhar por cima do muro da casa vizinha, no distrito de Pirapó, após ouvir disparos. Ele subiu em um suporte de botijão de gás para verificar o que acontecia e foi atingido por um tiro no rosto, morrendo no local.
O autor foi preso após a polícia apreender em sua casa uma espingarda de pressão modificada para calibre .22, uma escopeta calibre 12, munições e carregadores.

