Um incêndio de grandes proporções destruiu uma fábrica de colchões e espumas na manhã desta quinta-feira (24), na Avenida Uirapuru Laranja, em Arapongas, no Norte do Paraná. O fogo começou após uma faísca gerada por uma máquina laminadora atingir blocos de espuma e se espalhou rapidamente pelo barracão.
Apesar da gravidade da ocorrência, a empresa foi evacuada imediatamente e não houve registro de feridos. A alta combustibilidade da espuma contribuiu para a rápida expansão das chamas e para a formação de uma grande quantidade de fumaça.
Segundo o capitão Fabiano de Paula, do Corpo de Bombeiros, a faísca teria sido gerada pela laminadora durante o processo de corte e acabou atingindo a espuma.
A principal preocupação das equipes ao chegarem ao local foi impedir que o incêndio alcançasse os barracões vizinhos. Um deles armazenava grande quantidade de espuma, enquanto outro mantinha produtos químicos considerados altamente perigosos.
Força-tarefa reúne cerca de 20 militares
Para controlar as chamas, foi montada uma força-tarefa com aproximadamente 20 militares. Participaram da operação equipes do Corpo de Bombeiros de Arapongas e Rolândia, além das Defesas Civis de Arapongas e Sabáudia e de um caminhão-pipa enviado de Londrina.
Também houve o apoio de bombeiros que participavam de um curso de condução de veículos 4×4 na região.
Além do combate direto às chamas, brigadistas e voluntários atuaram no resfriamento das paredes e na retirada preventiva de materiais armazenados no barracão ao lado da fábrica atingida.
A medida teve como objetivo evitar que o calor ou uma eventual propagação do fogo encontrasse materiais combustíveis e produtos químicos, o que poderia aumentar significativamente a proporção do incêndio.
Drone com câmera térmica auxiliou no combate
Um dos recursos utilizados durante a operação foi um drone equipado com câmera térmica, disponibilizado pela Defesa Civil de Arapongas. O equipamento permitiu localizar os principais focos de calor em meio à fumaça, ajudando os bombeiros a direcionar o combate.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Arapongas, Paulo Kümmel, a tecnologia evitou que as equipes perdessem tempo procurando os pontos de maior concentração de calor e permitiu concentrar o lançamento de água em áreas estratégicas.
O uso do drone também auxiliou na preservação das estruturas próximas e no controle dos focos existentes no interior do barracão.
Incêndio foi controlado em menos de uma hora
A ação integrada das equipes permitiu confinar o fogo em menos de uma hora. Depois do controle das chamas, foram iniciados os trabalhos de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e reduzir o risco de reignição.
Segundo os Bombeiros, a característica do material armazenado na fábrica foi determinante para a velocidade com que o incêndio se desenvolveu.
A quantidade total de água utilizada durante a operação ainda será contabilizada pelas corporações.
Por TNOnline.

