Deltan Dallagnol (Novo) foi eleito senador pelo Paraná no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4), após receber mais de 2,9 milhões de votos. Apesar do resultado nas urnas, a situação do registro de candidatura ainda não está definida e será analisada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A participação de Dallagnol na eleição e a contabilização dos votos foram asseguradas no próprio domingo por uma decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A medida suspendeu uma decisão anterior do ministro Floriano de Azevedo Marques, que havia indeferido o registro da candidatura e determinado que os votos da chapa fossem considerados nulos.
O caso permanece sob análise da Justiça Eleitoral. Segundo o TSE, candidatos com registro sub judice podem permanecer na disputa enquanto houver recurso pendente, mas a situação da candidatura pode ser alterada até o julgamento definitivo.
Disputa judicial
A situação de Dallagnol teve novas reviravoltas na véspera e no dia da eleição. O TRE-PR havia deferido o registro da candidatura em setembro, mas a decisão foi posteriormente questionada no TSE.
No sábado (3), o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo, indeferiu o registro e determinou a nulidade dos votos atribuídos à chapa. No domingo, Nunes Marques suspendeu os efeitos dessa decisão e autorizou a contabilização dos votos recebidos pelo candidato.
A decisão do presidente do TSE não encerrou a discussão sobre o registro. As questões relacionadas à elegibilidade e ao mérito do processo ainda deverão ser examinadas pelo plenário da Corte.
Possível nova eleição
Caso o TSE mantenha o indeferimento do registro de candidatura em decisão definitiva, os votos atribuídos a Dallagnol e à chapa poderão ser invalidados. A legislação e a jurisprudência eleitoral estabelecem que, em situações de registro indeferido definitivamente, os votos não são considerados válidos.
Nesse cenário, a definição sobre a vaga dependerá das regras aplicáveis à eleição para o Senado e das decisões da Justiça Eleitoral. Como o Paraná elegeu dois senadores neste pleito, a situação da outra vaga não é afetada pela disputa envolvendo Dallagnol.
A definição sobre a diplomação e a posse do candidato eleito dependerá, portanto, do julgamento definitivo do processo pelo TSE.

