Colmeias de abelhas nativas sem ferrão instaladas no Parque dos Pássaros, em Arapongas, foram alvo de furto e vandalismo. O crime foi constatado após o servidor municipal Deivid Volpato, responsável pelo projeto de educação ambiental “Abelha é Vida”, identificar que cadeados das estruturas haviam sido arrombados e que os enxames tinham desaparecido.
Apesar de o local exato das colmeias não possuir monitoramento por câmeras, vídeos divulgados nas redes sociais da prefeitura registraram o ato de vandalismo que compromete a iniciativa ambiental.
Colônias faziam parte de programa estadual
As abelhas furtadas pertenciam a diferentes espécies nativas, como mandaçaia, iraí, jataí, mirim-droryana e mirim-preguiça. As colmeias estavam distribuídas em pontos estratégicos nas pistas superior e inferior do parque.
As colônias integravam o programa Poliniza Paraná, criado pelo governo estadual em 2022 com o objetivo de replicar em diversos municípios o modelo dos chamados “Jardins de Mel”, implantados inicialmente em Curitiba.
A Secretaria Municipal de Agricultura, Serviços Públicos e Meio Ambiente foi acionada e conduz investigação para identificar os responsáveis pelo crime.
Impacto ambiental e educativo
A retirada das colônias provoca impacto direto no ecossistema local e também nas ações educativas desenvolvidas no parque.
O projeto utiliza as colmeias como ferramenta pedagógica para demonstrar a importância das abelhas para o equilíbrio ambiental. As espécies nativas são responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas brasileiras.
Além disso, muitas dessas abelhas estão ameaçadas de extinção, o que torna os programas de reintrodução nos habitats naturais essenciais para a preservação da biodiversidade.
Especialistas apontam ainda que os polinizadores têm papel fundamental na produção de alimentos, sendo responsáveis por grande parte da polinização de culturas agrícolas no mundo.

