As temperaturas subiram gradualmente no Paraná ao longo da última semana, e, segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), essa elevação, somada ao aumento da umidade, favorecerá a formação de áreas de instabilidade a partir desta quinta-feira (24). A expectativa é de que volte a chover em regiões do Estado que estavam há mais de 20 dias sem precipitação.
Diferente das frentes frias típicas do inverno, não haverá queda brusca nas temperaturas. A previsão é de chuva fraca a moderada principalmente na metade sul do Paraná, do extremo Oeste até o Leste, incluindo também o sul da região Noroeste. Há possibilidade de raios no Oeste e Sudoeste, mas sem volumes significativos.
Na sexta-feira (25), pode haver chuva ocasional durante a madrugada, mas o tempo seca ao longo do dia e as temperaturas voltam a subir. O sábado (26) será de tempo firme, mas no domingo (27) novas instabilidades devem atingir todas as regiões do Estado.
Chuva traz alívio após longa estiagem
O meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, explica que o ar quente e úmido que se desloca da Amazônia em direção ao Sul do Brasil está influenciando a mudança no clima. Porém, como essa umidade não se distribui de forma uniforme, as chuvas não serão persistentes.
Diversos municípios vinham enfrentando um longo período de estiagem. Segundo dados do Simepar:
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Guaíra: desde 30 de junho não registrava chuva. Em junho choveu 114,8 mm, e em julho, até agora, não choveu.
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Jaguariaíva: não registra chuva significativa desde 2 de julho. Em julho, o acumulado não chega a 1 mm.
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Cascavel: teve 33,4 mm de chuva em 26 de junho, mas desde então segue com tempo seco.
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Guarapuava: registrou apenas 1,4 mm de chuva em julho.
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Ponta Grossa: teve 7,6 mm de chuva no mês, abaixo da média histórica de 89 mm.
Norte do Paraná continua sem previsão de chuva
Enquanto algumas regiões começam a receber alívio com a instabilidade, o norte do Paraná segue sem previsão de chuva até, pelo menos, sexta-feira (25):
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Londrina: em julho ainda não houve registro de chuva.
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Apucarana: choveu apenas 1,2 mm no mês, diante de uma média de 74 mm.
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Maringá: sem chuvas desde o final de junho; em julho, nenhum milímetro registrado.
Reinaldo Kneib acrescenta que é comum julho apresentar períodos prolongados de seca. Em 2025, o cenário foi agravado por um bloqueio atmosférico no sul do continente, que impediu a formação de frentes frias na região, favorecendo a atuação de massas de ar seco.

